terça-feira, 20 de setembro de 2011

SOBRE O PIP

Muitas vezes, ao se ensinar Matemática, nós nos deparamos com perguntas do tipo: “Para que eu tenho que estudar isso?” “Para que isso serve na minha vida?”. Buscar respostas para essas perguntas, que realmente satisfação aos alunos é uma tarefa ainda a ser vencida.

A base do ensino deveria ser a conceituação da Matemática relacionando-a permanentemente com o mundo atual que nos cerca. É despertar na criança dos anos iniciais o “querer ter prazer em aprender”, na mais básica filosofia escolar.

É importante que o aluno aprenda e domine os principais conceitos apresentados, uma vez que a Matemática é uma poderosa linguagem de estudo e desenvolvimento, qualquer que seja a área do conhecimento pretendida pelo aluno.

No campo teórico, fazer o estudante interagir a Matemática com o mundo em que vive é fácil. Contudo, na prática, fazer com que ele veja cada atividade realizada como um estímulo ao desenvolvimento do seu raciocínio, fazendo com que melhore sua maneira de pensar desafios não é das tarefas mais fáceis. Essa prática nos leva a ver a resistência do comum da classe estudantil pública em se elevar a um patamar mais racional da condição humana.

Particularmente acredito em uma “cura” em longo prazo para todo o desinteresse verificado atualmente. Se me permitem a comparação, a força de uma planta está na semente, em sua germinação. Assim, a qualidade de um adulto está no seio familiar, em seus anos iniciais. Ouso, então, transferir o problema da educação, de um modo geral, para os anos inicias do estudante; e é lá que — acredito — o governo deveria concentrar seus esforços.

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